Sítios e aldeias · costa sul
Funchal
A capital do arquipélago, disposta como um anfiteatro natural numa encosta larga virada ao Atlântico. É o centro turístico, cultural e comercial da Região e reúne a Sé, os museus, os jardins, o mercado e o porto. O nome vem do funcho bravo que cobria o sítio no início do povoamento; o açúcar e o vinho, durante séculos os seus dois motores, continuam nas armas do município.
- 10 freguesias
- 👥 105 782 habitantes
- 📐 76,2 km²
- 📍 86 lugares
A ver
- Sé, Mercado dos Lavradores, Zona Velha
- Jardim Botânico, Monte e o teleférico
- Museus: arte sacra, Quinta das Cruzes, CR7
🏛️ Sede : Sé Catedral do Funchal🌐 Site da Câmara🚌 26 linhas servem o concelho.
📜Um pouco de história▼
Elevada a cidade em 21 de agosto de 1508 por carta régia de D. Manuel I. O açúcar e, mais tarde, o vinho fizeram dela um ponto de troca essencial no meio do Atlântico. O concelho tem dez freguesias e ocupa 76,15 km².
⭐Os lugares a ver12
- 🏛️ Cultura
Capela de Nossa Senhora da Ajuda
Construída na primeira metade do século XVI e ainda nas mãos da família que a fundou, os Fávila. Corsários franceses invadiram-na e saquearam-na poucas décadas depois: nada resta da decoração original, substituída no século XVIII pelo conjunto que hoje se vê. A arquitetura manteve o seu desenho. Quase quinhentos anos depois, a capela continua a ser ponto de encontro semanal.
- Funchal
- Século XVI
- Família Fávila
- 🏛️ Cultura
Capela da Penha de França
Uma capela do século XVII construída por António Dantas, à beira da baía do Funchal. É um dos poucos espaços de culto da ilha onde se celebra missa em inglês, ao domingo às 10 h. O escritor português António Feliciano de Castilho viveu na casa que lhe estava anexa. Sucessivas restaurações mantiveram o essencial do edifício e da sua decoração interior.
- Funchal
- Século XVII
- Missa em inglês
- 🏛️ Cultura
Capela de Santa Catarina
A capela mais antiga do Funchal, com perto de seis séculos, no meio do Parque de Santa Catarina e dos seus 36 000 m². A sua construção foi mandada fazer por Constança Rodrigues de Almeida, mulher do primeiro capitão do donatário do Funchal, João Gonçalves Zarco. A arquitetura segue a tradição regional do século XVII: portal maneirista e alpendre com colunas de cantaria vermelha; a pia de água benta é do início do século XVI. Diante da entrada, uma escultura homenageia o Infante D. Henrique; mais acima no jardim ergue-se O Semeador, do escultor madeirense Francisco Franco.
- Funchal
- Século XV
- Parque de Santa Catarina
- 🏛️ Cultura
Igreja de Nossa Senhora da Nazaré
Um dos templos mais recentes da ilha, consagrado em 2002 na Avenida Colégio Militar, na freguesia de São Martinho. Passou a ser o centro paroquial da Nazaré, papel que a Capela da Nazaré detinha desde 1960. O arquiteto José Rafael Botelho desenhou um edifício moderno cuja torre sobe cerca de 40 m. No interior, a pia batismal, o sacrário e o altar são talhados em mármore verde.
- Funchal
- São Martinho
- 2002
- 🏛️ Cultura
Igreja de São Martinho
Construída na primeira metade do século XIX por Afonso Anes, junto à antiga capela de São Martinho. No interior prendem a atenção o altar dourado e os frescos que contam a vida do santo padroeiro, bem como as pinturas de teto de Afonso Costa. Todos os anos, na primeira quinzena de novembro, a igreja acolhe a festa de São Martinho, uma das mais concorridas da ilha; o centro cívico da paróquia serve também de sala cultural.
- Funchal
- Século XIX
- Festa de São Martinho
- 🌿 Natureza
Jardim de Santa Luzia
Treze mil e seiscentos metros quadrados de jardim em pleno centro, no terreno da antiga Fábrica de Açúcar do Torreão, conhecida por Engenho do Hinton. Restam a chaminé industrial e algum maquinismo: o que sobra da indústria açucareira da Madeira. O parque divide-se em cinco jardins — Laurissilva, socalcos, água, tropical e anfiteatro — desenhados pelo arquiteto paisagista Luís Paulo Ribeiro (TOPIARIS) e distinguidos com menção honrosa no Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista, categoria de espaços exteriores de uso público.
- Funchal
- Antiga fábrica de açúcar
- Cinco jardins
- 🌿 Natureza
Jardins da Ajuda
Um grande jardim público aberto em 2005 na zona do Lido, com cerca de 11 800 m². Estão aqui plantadas dezasseis espécies de palmeiras, e o espaço serve tanto para estar como para brincar: parque infantil, tabela de basquetebol, duas mesas de pingue-pongue, um campo de petanca e três mesas de jogos. É o jardim de proximidade da zona hoteleira da cidade, aberto todos os dias.
- Funchal
- Lido
- Parque infantil
- 🏛️ Cultura
Museu Imersivo da Madeira (IMOM)
Museu na freguesia de Sé (Funchal). Arte digital: projeções a 360°, instalações de luz interativas e ambientes sonoros, em duas salas, uma delas o antigo cinema João Jardim reabilitado.
- Funchal
- Sé
- 🏛️ Cultura
Núcleo Museológico do Forte de São Filipe
Museu na freguesia de Sé (Funchal). O forte, construído no século XVII na frente marítima para proteger o Funchal dos corsários; o núcleo explica a sua função e o sistema defensivo da ilha.
- Funchal
- Sé
- 🧭 Serviços
Porto do Funchal
O porto da capital, construído no século XIX. Até à Segunda Guerra Mundial servia de escala cómoda aos paquetes que atravessavam o Atlântico entre a Europa, a África e a América. Hoje tem um terminal de passageiros para as centenas de milhares de cruzeiristas anuais, a dois minutos de carro do centro. A Madeira foi eleita melhor destino de cruzeiros da Europa em 2022 pelos World Cruise Awards, distinção que abrangeu também o porto.
- Funchal
- Cruzeiros
- Século XIX
- 🏛️ Cultura
Núcleo Histórico de Santo Amaro – Torre do Capitão
O mais antigo vestígio de arquitetura civil do arquipélago, no Caminho de Santo Amaro, na freguesia de Santo António. Quatro edifícios compõem o conjunto: a Torre do Capitão, erguida em meados do século XV por Garcia Homem de Sousa, genro de João Gonçalves Zarco, ainda de traço medieval; a Capela de Santo Amaro, também do século XV, que guarda um vitral de Pedro Calapez e um altar do escultor Rui Sanches; a Casa dos Romeiros, que acolhia os romeiros da devoção a Santo Amaro e hoje serve de receção e loja; e um edifício recente para exposições temporárias.
- Funchal
- Santo António
- Século XV
🔭Miradouros22
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Pico dos Barcelos
A varanda clássica sobre o anfiteatro do Funchal, a 355 m de altitude na freguesia de Santo António — a do clube Andorinha, onde Cristiano Ronaldo começou. De um lado o grande vale que serve de anfiteatro à cidade e à sua baía, do outro o mar calmo da costa sul; com boa visibilidade, as três ilhas Desertas (Ilhéu Chão, Deserta Grande, Bugio) recortam-se a sudeste. O local foi renovado recentemente: mais espaços verdes e de lazer, restaurantes, lojas de produtos regionais e artesanato, acessos melhorados. Fácil de carro ou de autocarro a partir do centro; nenhuma tarifa indicada.
- Baía do Funchal
- Ilhas Desertas
- Renovado, restaurantes
- Acesso fácil
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Pináculo
A imagem mais partilhada da capital: a 283 m acima do oceano, no extremo leste do Funchal, na Rua Conde Carvalhal (freguesia de São Gonçalo), o Pináculo enquadra toda a baía e a cidade a subir pela encosta, com o azul do Atlântico em primeiro plano. Bancos convidam a demorar-se. Junto à estrada, acesso direto; nenhuma tarifa indicada.
- Fotografia emblemática
- Anoitecer
- Baía do Funchal
- Bancos
- 🔭 Miradouro
Miradouro das Neves
Na Estrada do Aeroporto, no limite leste da freguesia de São Gonçalo, o miradouro das Neves domina a baía do Funchal a partir dos 283 m: a encosta salpicada de casas e vegetação que desce até ao mar, uma das imagens mais conhecidas da ilha. A posição é suficientemente aberta para ver também as ilhas Desertas a sudeste — Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio. Uma paragem fácil na estrada entre o aeroporto e a cidade; nenhuma tarifa indicada.
- Baía do Funchal
- Ilhas Desertas
- Estrada do Aeroporto
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Terreiro da Luta
Acima do Monte — freguesia criada em 1565, empoleirada no topo das encostas que fecham o anfiteatro do Funchal — o Terreiro da Luta oferece uma vista desafogada sobre o mosaico colorido da cidade e, ao fundo, a sua baía. O lugar vale também pelo monumento: o santuário de Nossa Senhora da Paz, estátua de mármore com cinco metros do arquiteto Emanuel Ribeiro, erguida para cumprir a promessa feita pelos madeirenses durante os bombardeamentos do Funchal pelos submarinos alemães em 1917. Um lugar de memória tanto como um miradouro; nenhuma tarifa indicada.
- Monte
- Santuário de Nossa Senhora da Paz
- Vista sobre o Funchal
- História de 1917
- 🔭 Miradouro
Miradouro das Babosas
A 563 m, no Largo das Babosas, no Monte, este miradouro aproveita as encostas arborizadas que dominam o Funchal: em baixo, a ribeira de João Gomes a descer para a cidade, e o Curral dos Romeiros. O largo também se chamava Largo de Nossa Senhora da Conceição, pela capela aqui construída em 1906 e destruída pela aluvião de 20 de fevereiro de 2010, que atingiu a costa sul. O miradouro fica a poucos passos da estação do teleférico que liga o Monte ao centro do Funchal, o que faz dele o miradouro mais simples de alcançar sem carro; nenhuma tarifa indicada.
- Monte
- Junto ao teleférico
- Vale de João Gomes
- Memória de 20 de fevereiro de 2010
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Curral dos Romeiros
Construído a cerca de 600 m no Caminho dos Pretos, na freguesia do Monte, este miradouro está rodeado pelas árvores e pela vegetação das encostas da costa sul. Fica ao lado dos reservatórios construídos para guardar a água de rega das terras. Três cores vivas sobrepõem-se: o verde denso da floresta, as casas da capital e o azul do Atlântico. Avista-se a ribeira de João Gomes, que desagua na cidade, e, longe a oeste, o Cabo Girão, promontório de 580 m.
- Monte
- Vista até ao Cabo Girão
- Reservatórios de rega
- Caminho dos Pretos
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Parque de Santa Catarina
O miradouro do centro da cidade, sobre o porto do Funchal, no Parque de Santa Catarina inaugurado em 1966 entre a Avenida do Infante e a Avenida Sá Carneiro: 36 000 m² de canteiros, árvores e arbustos, um grande relvado, uma esplanada e um pequeno lago com ilha para as aves. A vista abarca a baía e uma longa faixa da costa sul até à Ponta do Garajau, no Caniço, onde se ergue o Cristo Rei. No parque, estátuas do Infante D. Henrique e de Cristóvão Colombo, parque infantil e a capela de Santa Catarina. A pé desde a marina; nenhuma tarifa indicada.
- Porto do Funchal
- Parque de 36 000 m²
- Centro da cidade
- Até ao Garajau
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Castelo do Pico (Fortaleza de São João Baptista)
História, património e panorama reunidos: o miradouro ocupa a Fortaleza de São João Baptista, dita Castelo do Pico, construída no século XVII para afastar os corsários e durante muito tempo paiol da cidade. No século XX a Marinha instalou aqui o seu centro de comunicações; as antenas da estação radiotelegráfica naval valeram à colina a alcunha de «Pico Rádio». Renovado várias vezes, o recinto em forma de cidadela é hoje um ponto de observação privilegiado sobre as casas do Funchal que descem, entre o verde, até ao Atlântico, com um espaço polivalente (concertos, conferências) e uma cafetaria.
- Fortaleza do século XVII
- Pico Rádio
- Cafetaria
- Baía do Funchal
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Jardim Botânico
O miradouro do Jardim Botânico da Madeira, a cerca de três quilómetros do centro, no topo da margem esquerda da ribeira de João Gomes: vista a pique sobre todo o anfiteatro do Funchal, mosaico de cores debruado pelo mar. O jardim ocupa a Quinta do Bom Sucesso, construída em 1881 pela família Reid e aberta ao público em 1960: cerca de oito hectares, cinco deles ajardinados, mais de 2000 plantas exóticas de todos os continentes (algumas ameaçadas nos países de origem), uma zona de orquídeas, relvados, um anfiteatro e um setor de investigação e conservação. Chegar ao miradouro implica passar pela entrada paga do jardim; o teleférico do Jardim Botânico chega aqui vindo do Monte.
- No Jardim Botânico
- Quinta do Bom Sucesso
- Mais de 2000 plantas exóticas
- Vale de João Gomes
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Pico Alto
Um dos observatórios mais altos do concelho, a 1129 m no coração do Parque Ecológico do Funchal: quase toda a extensão da cidade e a sua baía, com a imensidão do Atlântico ao fundo, e, do lado da serra, o Chão da Lagoa. O parque foi criado em 1994 pela Câmara Municipal para a educação ambiental, a conservação da natureza e o lazer; cobre cerca de 10 km² e presta-se à caminhada e ao desporto. O miradouro fica no traçado do PR 3.1 Caminho Real do Monte, entre a Ribeira das Cales e o Monte, pelo que se chega a pé — daí a dificuldade «moderada».
- Parque Ecológico do Funchal
- No PR 3.1
- Chão da Lagoa
- Vista sobre toda a cidade
- 🔭 Miradouro
Miradouro da Achada
Um pequeno jardim-miradouro a 152 m, na Estrada Dr. João Abel de Freitas, na freguesia do Imaculado Coração de Maria, construído em 2009 pela Câmara Municipal do Funchal. A vista detalha a parte leste da cidade — telhados coloridos, encosta coberta de vegetação — no anfiteatro natural virado para o oceano. Bancos de ferro fundido e ripas de madeira, árvores, arbustos, trepadeiras e relvado para uma pausa à sombra.
- Jardim
- Leste do Funchal
- Construído em 2009
- Bancos
- 🔭 Miradouro
Miradouro da Quinta Vigia
Na Avenida do Infante, o jardim histórico da Quinta Vigia — primeiro chamada Quinta das Angústias, pela sua capela de 1662 dedicada a Nossa Senhora das Angústias — recebeu grandes nomes da aristocracia europeia até 1979, quando foi adquirida pelo Governo Regional. Restaurada, é desde 1984 a residência oficial do Presidente do Governo Regional. O miradouro, entre espécies subtropicais e flora da Madeira, domina a elegante baía do Funchal até ao Garajau. Abertura ao público conforme as regras da residência.
- Residência do Presidente do Governo Regional
- Capela de 1662
- Avenida do Infante
- Até ao Garajau
- 🔭 Miradouro
Miradouro da Nazaré
A 164 m de altitude, a oeste do Funchal, na Rua Estados Unidos da América. A vista percorre quase toda a extensão da capital, da costa e da sua baía até às cumeadas. Fica na freguesia de São Martinho, cujo território pertenceu a São Pedro até ao final do século XVI. Ali perto, a igreja de São Martinho, inaugurada em 1918, guarda um tríptico da Anunciação, da Natividade e de Santa Ana.
- São Martinho
- Vista sobre a baía
- 🔭 Miradouro
Miradouro da Vila Guida
Criado em 1938, a 77 m de altitude na Rua Conde Carvalhal, enquadra quase na perfeição a baía do Funchal. Ocupa o Jardim da Vila Guida, 2000 m² em dois níveis: em baixo, espécies botânicas com várias árvores de grande porte visíveis da marina; em cima, o miradouro e os seus bancos, com um painel de azulejos de Adriana Lajinha que mostra o antigo anfiteatro do Funchal.
- Jardim de 2000 m²
- Painel de azulejos
- Criado em 1938
- 🔭 Miradouro
Miradouro de São Roque (Funchal)
A 338 m de altitude, em frente à igreja paroquial de São Roque. A freguesia foi criada em 1579 em torno de uma pequena capela de São Roque erguida no início do século XVI pelos moradores com o apoio dos dinheiros municipais; a igreja atual, do meado do século XIX, foi construída no lugar dessa capela e mantém as feições originais. Bancos, vista sobre a baía do Funchal e sobre a imensidão do Atlântico.
- Em frente à igreja paroquial
- Freguesia desde 1579
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Lombo da Quinta
A 456 m de altitude, na freguesia de São Gonçalo, na Estrada Regional 102 (Boa Nova). Vista mergulhante sobre o anfiteatro natural do Funchal, a sua baía e os navios que entram e saem do porto, com o mosaico da cidade a subir a encosta. Perto ficam o Palheiro Golf, campo de 6000 m desenhado pelo arquiteto Cabell B. Robinson em 1993, e os jardins do Palheiro, com árvores de mais de 200 anos.
- São Gonçalo
- ER 102 Boa Nova
- Junto ao Palheiro
- 🔭 Miradouro
Miradouro dos Marmeleiros
Construído em 1939 na Estrada dos Marmeleiros, a 383 m de altitude, na freguesia do Monte — a dos palácios e jardins que dão ao lugar o seu ar romântico. A vista é desafogada sobre toda a cidade do Funchal na encosta e sobre a sua baía. O miradouro fica junto ao hospital dos Marmeleiros, em funcionamento desde 1930; a sombra e os bancos convidam a parar.
- Monte
- Construído em 1939
- Sombra e bancos
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Largo Padre Pita Ferreira
Logo abaixo da igreja paroquial de São Gonçalo, freguesia criada em 1558. A vista alcança o Atlântico e a zona ocidental do Funchal, disposta no seu anfiteatro natural. A igreja guarda uma imagem de Nossa Senhora esculpida em 1914 por Francisco Franco. O largo tem o nome de um pároco nascido em 1912 em Câmara de Lobos, reconhecido defensor do património artístico do arquipélago, falecido em 1963.
- São Gonçalo
- Freguesia desde 1558
- 🔭 Miradouro
Miradouro do Palheiro Ferreiro
Num dos domínios mais cuidados da ilha, numa colina a leste do Funchal, na freguesia de São Gonçalo. A quinta do Palheiro Ferreiro foi criada no início do século XIX pelo primeiro conde de Carvalhal e deve o seu carácter às muitas espécies exóticas ali plantadas. Do miradouro veem-se a baía do Funchal e o recorte da cidade na encosta; ao lado, o Palheiro Golf, 18 buracos e 6000 m a 500 m de altitude.
- Jardins do Palheiro
- Conde de Carvalhal
- 🔭 Miradouro
Miradouro de Santa Luzia
A 170 m de altitude, na freguesia do Imaculado Coração de Maria, criada a 26 de novembro de 1954: a população crescera com a modernização do Funchal a partir dos anos 1940, quando o turismo internacional, as novas estradas e os hotéis levaram os moradores para as encostas. Chega-se pela Rua da Levada de Santa Luzia. Vista ampla sobre a cidade, da costa às montanhas, e alguns bancos para descansar.
- Imaculado Coração de Maria
- Levada de Santa Luzia
- 🔭 Miradouro
Lazareto
Miradouro no sítio Estrela, concelho de Funchal. Acessível a cadeira de rodas. Fica a 61 m de altitude, a 71 m da costa; a ortofoto 2023 da DROTe mostra ali uma plataforma ou uma área de estacionamento.
- Funchal
- Lazareto
- 🔭 Miradouro
Furna dos Namorados
Miradouro no sítio Jardim Botânico, concelho de Funchal. Fica a 319 m de altitude, a 1 923 m da costa; a ortofoto 2023 da DROTe mostra ali uma plataforma ou uma área de estacionamento.
- Funchal
- Bom Sucesso
🏝️Banhos9
🏝️Banhos9▼
- 🏝️ Zona balnear
Praia Formosa
- 🏅 Bandeira Azul 2026
A maior praia pública da ilha, a oeste do centro do Funchal, na freguesia de São Martinho, a dez minutos de carro: um conjunto de quatro praias — Formosa, Nova, Namorados e Areeiro — ao longo de mais de 2 km de calhau e areia preta, muito procurado por madeirenses e visitantes. Acesso livre; na época, uma equipa de nadadores-salvadores garante a segurança. Estacionamento, balneários, posto de primeiros socorros, parque infantil, campo de futebol e bares de praia para uma cerveja ou uma poncha ao pôr do sol; a promenade marítima liga-a a Câmara de Lobos. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, praia de banhos com nadadores-salvadores assegurados. Bandeira Azul 2026. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Maior praia pública da Madeira
- 2 km, 4 praias
- Calhau e areia preta
- Vigiada na época
- 🏝️ Zona balnear
Complexo Balnear da Barreirinha
- 🏅 Bandeira Azul 2026
O banho da Zona Velha: construído contra uma rocha a leste do Forte de São Tiago, virado ao porto, com vista sobre a baía. Acesso direto ao mar, grande solário, sanitários, duches, cacifos, bar, chapéus-de-sol e espreguiçadeiras, posto de primeiros socorros; nadador-salvador, elevador e rampas para pessoas com mobilidade reduzida. A Igreja do Socorro e os bares e restaurantes da Zona Velha ficam a dois passos — a toalha no saco durante a visita à cidade. Gerido pela Frente MarFunchal (Largo do Socorro 3, tel. +351 291 105 098). Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, praia de banhos com nadadores-salvadores assegurados. Bandeira Azul 2026. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Zona Velha
- Elevador e rampas
- Nadador-salvador
- Pavillon Bleu 2026
- 🏝️ Zona balnear
Complexo Balnear da Ponta Gorda (Poças do Governador)
- 🏅 Bandeira Azul 2026
O segundo maior complexo balnear do Funchal, na promenade marítima da zona hoteleira: solário extenso, duas piscinas de água salgada (adultos e crianças) e uma piscina de maré renovada pelo fluxo, mais escadas para nadar no mar dentro da zona balizada. Na época, uma grande plataforma flutuante fica ancorada ao largo para saltar. Primeiros socorros, aluguer de chapéus e espreguiçadeiras, balneários, praia vigiada, biblioteca de praia, wi-fi, bar com esplanada, acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Passeio Público Marítimo, tel. +351 291 105 763. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, praia de banhos com nadadores-salvadores assegurados. Bandeira Azul 2026. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Duas piscinas de água salgada
- Piscina de maré
- Plataforma flutuante no verão
- Acessível
- 🏝️ Zona balnear
Complexo Balnear do Lido
- 🏅 Bandeira Azul 2026
O complexo balnear mais conhecido do Funchal, quase centenário, na promenade marítima no meio de um jardim: grande solário, duas piscinas de água salgada, uma delas para crianças, acesso ao mar, praia vigiada com primeiros socorros, aluguer de chapéus e espreguiçadeiras, wi-fi, bar, centro de mergulho e loja. Acessível a todos — elevadores, rampas e cadeiras anfíbias — e aberto todo o ano. De 1 de junho a 30 de setembro abre todos os dias das 8h30 às 20h. Preços no site do operador (frentemarfunchal.pt); tel. +351 291 105 163. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, praia de banhos com nadadores-salvadores assegurados. Bandeira Azul 2026. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- O mais conhecido do Funchal
- Aberto todo o ano
- Elevadores, cadeiras anfíbias
- Pavillon Bleu 2026
- 🏝️ Zona balnear
Complexo Balnear do Clube Naval do Funchal
- 🏅 Bandeira Azul 2026
Zona balnear do Clube Naval do Funchal, na frente-mar da cidade, entre a Praia Formosa e a Ponta Gorda. Tem Bandeira Azul 2026: é um dos catorze locais galardoados na ilha da Madeira esta época, ao lado da Ponta Gorda, do Lido, da Barreirinha e da Praia Formosa, no Funchal. A bandeira distingue a qualidade da água, a segurança, os serviços e a educação ambiental.
- Funchal
- Bandeira Azul 2026
- Piscinas
- 🏝️ Zona balnear
Praia de São Tiago
A pequena praia da Zona Velha do Funchal, encostada ao Forte de São Tiago: um recanto de calhau onde os barcos de pesca tradicionais descansam depois da noite no mar, partilhado com os banhistas. Acesso livre, bar de praia com esplanada sobre a baía. O turismo regional lembra: a praia não é vigiada, cuidado. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, mas assistência a banhistas ainda não confirmada. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Calhau
- Zona Velha
- Não vigiada
- Barcos de pesca
- 🏝️ Zona balnear
Praia do Gorgulho (Gavinas)
Pequena praia de calhau com solário na zona do Lido, mesmo ao lado da promenade e a menos de 200 m do complexo balnear do Lido; também chamada praia das Gavinas. Ambiente cosmopolita, bares, cafés e um grande jardim a dois passos: o sítio para um mergulho rápido todo o ano depois de uma corrida na promenade, e um copo virado ao pôr do sol. Praia não vigiada: cuidado dentro e fora de água. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, mas assistência a banhistas ainda não confirmada. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Calhau
- Solário
- A 200 m do Lido
- Não vigiada
- 🏝️ Zona balnear
Doca do Cavacas (Poças do Gomes)
A piscina natural da costa sul: um pequeno complexo na promenade marítima, entre o Lido e a Praia Formosa, com uma piscina de origem vulcânica e acesso direto ao mar — o prazer raro de nadar numa piscina de lava no Funchal. Do lado oeste, vista para o Cabo Girão e a Praia Formosa. Duches, sanitários, balneários e bar, aberto todo o ano. Rua da Ponta da Cruz 66, tel. +351 291 105 158. Época balnear 2026: 1 de junho a 15 de setembro, praia de banhos com nadadores-salvadores assegurados. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Piscina natural vulcânica
- Vista para o Cabo Girão
- Entre o Lido e a Praia Formosa
- Todo o ano
- 🏝️ Zona balnear
Praia do Areeiro
Uma das raras praias de areia da costa sul: pequena, preta, com algum calhau, a cerca de 2 km de Câmara de Lobos, na promenade que liga os dois concelhos. É uma das quatro praias do conjunto da Praia Formosa (com a Nova, a dos Namorados e a Formosa); desce-se pela promenade ou pelas escadas junto ao hotel Orca Praia, que lhe fica em frente. Todas as infraestruturas da Praia Formosa ficam à mão, a dez minutos do centro. Época balnear 2026: 1 de junho a 30 de setembro, mas assistência a banhistas ainda não confirmada. Com ondulação forte respeite as bandeiras: vermelha = banhos proibidos.
- Areia preta
- Parte da Praia Formosa
- Promenade para Câmara de Lobos
🌿Natureza12
🌿Natureza12▼
- 🌿 Natureza
Passeio Público Marítimo (promenade du Lido)
A promenade à beira-mar da zona hoteleira, cujo primeiro troço, aberto em agosto de 1993 do lado oeste, se chamou primeiro «jardins do Lido». Passa pela estação de biologia marinha e pelo complexo balnear da Ponta Gorda até à Ponta da Cruz, onde o túnel da Doca do Cavacas dá acesso à continuação em direção à baía de Câmara de Lobos. Vista contínua sobre a costa, tamareiras ao longo do caminho e, nas arribas, plantas herbáceas e trepadeiras que misturam espécies endémicas e exóticas. Plana, ideal para caminhar ou correr a qualquer hora.
- Desde 1993
- Do Lido à Ponta da Cruz
- Até Câmara de Lobos
- Tamareiras
- 🌿 Natureza
Jardim Botânico da Madeira Eng.º Rui Vieira
Desejado desde o século XVII, aberto em 1960 na Quinta do Bom Sucesso (fundada em 1881 pela família Reid), o Jardim Botânico da Madeira é gerido pelo instituto regional das florestas: cerca de oito hectares, cinco deles ajardinados — árvores e arbustos ornamentais, zona de orquídeas, relvados, anfiteatro, miradouros sobre a capital — e mais de 2000 plantas exóticas de todos os continentes, algumas ameaçadas nos países de origem, com um setor de investigação e conservação; no local, o Museu de História Natural do jardim e o Herbário. Caminho do Meio, Bom Sucesso; o teleférico do Jardim Botânico chega aqui vindo do Monte. Desde 1 de janeiro de 2026 a entrada é gratuita para os residentes na Região e continua paga para os visitantes.
- Aberto em 1960
- 8 ha, 2000+ plantas exóticas
- Herbário e Museu de História Natural
- Teleférico desde o Monte
- 🌿 Natureza
Jardim Municipal do Funchal (Jardim Dona Amélia)
O refúgio verde do centro da cidade, 8300 m² no lado norte da Avenida Arriaga, em frente ao teatro municipal, no sítio do antigo Convento de São Francisco cuja pedra de armas ainda está exposta num relvado. Criado em 1880 e batizado em honra da última rainha de Portugal, reúne espécies da flora da Madeira e de todo o mundo, com grandes árvores de sombra, um lago e um riacho com peixes, patos e cisnes, um anfiteatro para eventos culturais e uma esplanada. Entrada livre.
- Criado em 1880
- 8300 m²
- Antigo Convento de São Francisco
- Lago, anfiteatro, esplanada
- 🌿 Natureza
Jardim da Quinta Magnólia
Na zona do Lido, na Rua Dr. Pita, a quinta construída na primeira metade do século XIX pelo rico comerciante J. Howard March é propriedade do Governo Regional desde 1980 e está aberta a todos. Cerca de 35 000 m² de espécies de todo o mundo que prosperam todo o ano no clima subtropical do Funchal. Profundamente renovada — jardins, casa-mãe e instalações desportivas: campos de ténis, squash, três campos de padel, circuito de manutenção —, oferece também parque infantil, restaurante-bar e sala de exposições temporárias.
- Quinta do século XIX
- 35 000 m²
- Ténis, padel, squash
- Parque infantil, restaurante
- 🌿 Natureza
Monte Palace Madeira (jardin tropical et musée)
Na colina do Monte, com vista sobre a baía, a propriedade comprada no século XVIII pelo cônsul inglês Charles Murray e, em 1897, por Alfredo Guilherme Rodrigues, que ali construiu a residência palaciana tornada Monte Palace Hotel. O jardim tropical cobre 70 000 m² e apresenta cerca de 100 000 plantas de todo o mundo, incluindo cicas centenárias, «fósseis vivos», entre lagos, cantarias, esculturas budistas, lanternas de pedra e uma famosa coleção de azulejos do século XV ao XX. No ponto mais alto, o museu expõe a coleção de José Berardo: mais de 700 minerais e mais de 1000 esculturas africanas. Caminho das Babosas 4-A, junto à estação do teleférico; entrada paga (tarifa no site do operador).
- 70 000 m²
- Cicas centenárias
- Azulejos séc. XV–XX, esculturas
- Museu: minerais e escultura africana
- 🌿 Natureza
Jardins do Palheiro (Blandy Gardens)
Numa colina a leste do Funchal, a cerca de 500 m de altitude, uma das maiores e mais sumptuosas quintas da ilha: 143 200 m² traçados no início do século XIX pelo primeiro Conde de Carvalhal, que plantou uma grande variedade de árvores e iniciou a coleção de camélias que ainda floresce de novembro a abril. Árvores bicentenárias, grandes relvados, lagos, capela barroca e casa do século XVIII; adquirida pela família Blandy em 1885, daí o nome Blandy Gardens, com panorama sobre a cidade. Caminho da Quinta do Palheiro 32; entrada paga.
- Início do século XIX, Conde de Carvalhal
- Camélias nov.–abr.
- Família Blandy desde 1885
- 500 m de altitude
- 🌿 Natureza
Núcleo dos Dragoeiros das Neves
A leste do Funchal, nas Neves, um jardim pouco comum adquirido pelo Governo Regional para proteger um grupo de dragoeiros centenários. O dragoeiro, endémico da Macaronésia, cresce muito devagar — cerca de dez anos para atingir dois ou três metros antes da primeira floração — e reconhece-se pela «coroa»; a espécie está em perigo de extinção. A origem exata destes exemplares é desconhecida; terão vindo de viveiros próximos. Vegetação indígena do litoral da Madeira em redor e um centro de informação do instituto regional das florestas.
- Dragoeiros centenários
- Dracaena draco, endémico da Macaronésia
- Espécie ameaçada
- O instituto regional das florestas
- 🌿 Natureza
Parque Municipal do Monte (Parque Leite Monteiro)
O jardim municipal mais alto da Região, entre os 543 e os 586 m, 26 000 m² no coração do Monte, criado em finais do século XIX. Espécies indígenas e exóticas, incluindo árvores centenárias; à entrada, um coreto e uma fonte de mármore com a imagem de Nossa Senhora do Monte; ao centro, um lago com o mapa da ilha esculpido em pedra. Os caminhos calcetados com pequenos calhaus basálticos percorrem todo o parque — a fazer entre a igreja, o teleférico e a partida dos carros de cesto.
- Jardim municipal mais alto (543–586 m)
- 26 000 m²
- Coreto, lago
- Caminhos de calhau basáltico
- 🌿 Natureza
Jardins da Ajuda
Um grande jardim público aberto em 2005 na zona do Lido, com cerca de 11 800 m². Estão aqui plantadas dezasseis espécies de palmeiras, e o espaço serve tanto para estar como para brincar: parque infantil, tabela de basquetebol, duas mesas de pingue-pongue, um campo de petanca e três mesas de jogos. É o jardim de proximidade da zona hoteleira da cidade, aberto todos os dias.
- Funchal
- Lido
- Parque infantil
- 🌿 Natureza
Jardim de Santa Luzia
Treze mil e seiscentos metros quadrados de jardim em pleno centro, no terreno da antiga Fábrica de Açúcar do Torreão, conhecida por Engenho do Hinton. Restam a chaminé industrial e algum maquinismo: o que sobra da indústria açucareira da Madeira. O parque divide-se em cinco jardins — Laurissilva, socalcos, água, tropical e anfiteatro — desenhados pelo arquiteto paisagista Luís Paulo Ribeiro (TOPIARIS) e distinguidos com menção honrosa no Prémio Nacional de Arquitetura Paisagista, categoria de espaços exteriores de uso público.
- Funchal
- Antiga fábrica de açúcar
- Cinco jardins
- 🌿 Natureza
Promenade de Câmara de Lobos
Dois quilómetros e duzentos metros de promenade pedonal à beira-mar, entre a Ponta da Cruz — onde começa a que segue para o Lido — e a baía de Câmara de Lobos, com as suas xavelhas, os barcos de pesca coloridos. O traçado passa pelo Caminho da Trincheira e termina junto ao parque de estacionamento da baía, no meio de jardins replantados. Parte assenta em pilares, o que reduz o impacte sobre a falésia.
- Funchal
- Câmara de Lobos
- 2,2 km
- A pé
- 🌿 Natureza
Parque Ecológico do Funchal
Oito quilómetros quadrados de montanha geridos pelo Município do Funchal, dos 470 m onde o Ribeiro do Pisão encontra a Levada de Santa Luzia até aos 1818 m do Pico do Areeiro. A Câmara comprou a propriedade em 1918 — era então o Montado do Barreiro — para captar água para a cidade, e as suas nascentes ainda abastecem as zonas altas da freguesia do Monte. Grande parte estava sem vegetação à data, e a rearborização que se seguiu visava aumentar a produção de água; o Parque Ecológico surge em 1994, em torno da conservação da natureza e da educação ambiental. O ponto indicado é o centro de receção, a entrada.
- Funchal
- Monte
🏛️Cultura39
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- 🏛️ Cultura
Sé Catedral do Funchal
- 🏅 Monumento Nacional
A igreja-mãe do arquipélago, no coração da cidade, Monumento Nacional desde 1910. Mandada construir pelo rei D. João II em 1493 e concluída no início do século XVI, mistura gótico e manuelino: portal gótico em pedra do Cabo Girão com oito arquivoltas em ogiva, grande retábulo políptico em talha dourada sob um baldaquino gótico, cadeiral trabalhado na capela-mor e, sobretudo, um teto em cedro da ilha, obra-prima de decoração mudéjar herdada da tradição islâmica. A cruz processional aqui guardada é tida como uma das obras-primas da ourivesaria manuelina portuguesa. Rua do Aljube; aberta todos os dias nos horários indicados.
- Monumento Nacional (1910)
- Fundada em 1493
- Teto mudéjar em cedro
- Gótico e manuelino
- 🏛️ Cultura
Palácio de São Lourenço
- 🏅 Monumento Nacional
O exemplo mais imponente de arquitetura civil e militar da ilha, na Avenida Zarco. Começado na primeira metade do século XVI e concluído sob o domínio espanhol (1580–1640), primeiro fortaleza, depois residência dos capitães-donatários e dos governadores; a partir de 1834, função residencial e divisão em duas zonas — o Palácio, residência oficial, e a zona militar do comando da Zona Militar da Madeira, com um museu de armas. Monumento Nacional desde 1943, combina estilos militar, manuelino e maneirista. Hoje residência oficial do Representante da República
- Monumento Nacional (1943)
- Século XVI
- Residência do Representante da República
- Museu militar
- 🏛️ Cultura
Núcleo Museológico do Forte de São Filipe
Museu na freguesia de Sé (Funchal). O forte, construído no século XVII na frente marítima para proteger o Funchal dos corsários; o núcleo explica a sua função e o sistema defensivo da ilha.
- Funchal
- Sé
- 🏛️ Cultura
Museu Imersivo da Madeira (IMOM)
Museu na freguesia de Sé (Funchal). Arte digital: projeções a 360°, instalações de luz interativas e ambientes sonoros, em duas salas, uma delas o antigo cinema João Jardim reabilitado.
- Funchal
- Sé
- 🏛️ Cultura
Igreja do Colégio (São João Evangelista)
Na Praça do Município, a igreja de São João Evangelista — o «Colégio» dos jesuítas — é um dos mais belos monumentos religiosos do século XVII da cidade, na charneira entre o maneirismo internacional e o barroco português. Planta longitudinal e três capelas intercomunicantes; os seus retábulos em talha dourada contam-se entre os mais valiosos do país, a capela das Onze Mil Virgens tem um teto pintado a imitar abóbada com lunetas e paredes de azulejos, o órgão é histórico e as telas datam dos séculos XVII e XVIII. No átrio, uma porta-guarda-vento esculpida em madeira de caixa de açúcar, ladeada por pias de água benta em concha; na fachada, os bustos-relicário de Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, São Francisco de Borja e São Estanislau.
- Século XVII, jesuíta
- Talha dourada
- Praça do Município
- Capela das Onze Mil Virgens
- 🏛️ Cultura
Mercado dos Lavradores
O museu vivo dos sabores da ilha: inaugurado a 24 de novembro de 1940 para ser o grande ponto de abastecimento da cidade, o Mercado dos Lavradores faz parte do quotidiano dos funchalenses e da passagem obrigatória dos visitantes. O edifício de Edmundo Tavares é típico da arquitetura do Estado Novo; a fachada, a porta principal e a peixaria estão decoradas com grandes painéis de azulejos de 1940 da fábrica de faiança Battistini (Maria de Portugal), pintados com temas regionais por João Rodrigues. Fruta tropical, flores, legumes e peixe num ambiente de azáfama e alegria. Largo dos Lavradores; gerido pela Câmara Municipal do Funchal (mercados.cm-funchal.pt).
- Inaugurado a 24 de novembro de 1940
- Azulejos de 1940
- Fruta, flores, peixe
- Arquitetura do Estado Novo
- 🏛️ Cultura
Fortaleza de São Tiago
A fortaleza que guardava a frente de mar da Zona Velha contra os corsários. A construção começou por volta de 1614 sob a direção de Jerónimo Jorge, mestre das obras reais, e foi concluída pelo filho, Bartolomeu João. Renovada várias vezes, serviu de quartel às tropas britânicas e à polícia militar, de abrigo às vítimas da aluvião de 1803 e, de 1992 a 2015, albergou o museu de arte contemporânea, entretanto transferido para a Casa das Mudas (Calheta). Uma viagem pela história da ilha, com vista privilegiada sobre o Atlântico.
- Início do século XVII (1614)
- Zona Velha
- Abrigo na aluvião de 1803
- Antigo museu de arte contemporânea
- 🏛️ Cultura
Forte de São José
Construído em meados do século XVIII sobre o rochedo do Ilhéu de São José para defender a entrada marítima do Funchal, quando o porto tinha um papel central no comércio. Diz a tradição que João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, os descobridores da Madeira, aqui se abrigaram ao chegar a uma ilha coberta de floresta. Durante a ocupação britânica de 1801 a 1807, o forte serviu de quartel-general e depois de prisão. Muito tempo desvalorizado, foi revitalizado pelo particular que o adquiriu. Vista panorâmica sobre o Atlântico e o porto.
- Ilhéu de São José
- Meados do século XVIII
- Abrigo de Zarco e Teixeira
- Ocupação britânica 1801–1807
- 🏛️ Cultura
Paços do Concelho (Câmara Municipal do Funchal)
O palácio que domina a Praça do Município foi construído em 1758 como residência do Conde de Carvalhal, passou por vários donos e foi comprado em 1883 pelo município, que aqui tem sede desde então. Remodelado mas fiel ao desenho original, é um exemplo harmonioso da arquitetura de finais do século XVIII. A ver: o pátio interior ajardinado, forrado de azulejos Battistini executados em 1940 na fábrica Maria de Portugal, e a sua fonte com uma «Leda e o Cisne» em mármore de Germano José Salles. Os Paços do Concelho visitam-se nos dias úteis em visitas guiadas de uma hora em várias línguas.
- Palácio de 1758
- Pátio de azulejos Battistini
- Leda e o Cisne
- Praça do Município
- 🏛️ Cultura
Teatro Municipal Baltazar Dias
O teatro à italiana do Funchal, na Avenida Arriaga. Depois da demolição do Teatro Grande em 1833, os madeirenses reclamaram um novo teatro durante boa parte do século XIX; foi inaugurado a 11 de março de 1888 segundo o modelo do São Carlos de Lisboa e do Scala de Milão. Chamado sucessivamente D. Maria Pia, Dr. Manuel de Arriaga e Teatro Funchalense, tomou em 1935 o nome de Baltazar Dias, dramaturgo e poeta cego nascido na Madeira no século XVI. Decoração e cenografia do italiano Luigi Manini e do português Eugénio do Nascimento Cotrim. Uma programação de referência na cena portuguesa; consulte o cartaz.
- Inaugurado a 11 de março de 1888
- Modelo italiano (São Carlos, La Scala)
- Cenografia de Luigi Manini
- Avenida Arriaga
- 🏛️ Cultura
Convento de Santa Clara
Na Calçada de Santa Clara, o convento foi erguido entre 1489 e 1496 por ordem do segundo capitão-donatário do Funchal, João Gonçalves da Câmara, para acolher as filhas da nobreza local; muito tempo de clausura, visita-se hoje. Azulejos hispano-árabes do século XVII nas paredes, tetos em madeira trabalhada, telas restauradas dos séculos XVII e XVIII. O percurso passa pelo átrio, pela capela de São Gonçalo de Amarante (século XVI), pelo alpendre de acesso aos coros, pelo claustro gótico, pelo Coro de Baixo e pelo Coro de Cima, e pela igreja de Santa Clara mandada erguer por João Gonçalves Zarco, o descobridor da ilha. Gerido pela Direção Regional da Cultura (sítio AP_ARTE)
- 1489–1496
- Azulejos hispano-árabes
- Claustro gótico
- Igreja mandada erguer por Zarco
- 🏛️ Cultura
Igreja de Nossa Senhora do Monte
A igreja das alturas do Funchal, no topo da sua escadaria, um dos santuários mais belos e históricos da ilha: Carlos I, imperador da Áustria e rei da Hungria, morto no exílio na Quinta do Monte em 1922, continua aqui sepultado. O edifício do século XVIII conserva azulejos alusivos a Nossa Senhora do Monte e um conjunto de pinturas de finais do século XVIII do pintor Nicolau Ferreira. A paróquia organiza uma das festas mais antigas e populares da Madeira: novenas a partir de 5 de agosto, grande festa a 14 e 15 de agosto. A dois passos da estação do teleférico e da partida dos carros de cesto.
- Túmulo de Carlos I da Áustria
- Século XVIII
- Festa de 14–15 de agosto
- Telas de Nicolau Ferreira
- 🏛️ Cultura
Igreja do Socorro (Santa Maria Maior)
No fim da Rua de Santa Maria, uma das ruas históricas da Madeira, a igreja do Socorro — Santa Maria Maior — domina o mar na Zona Velha. Recebeu parte da herança do antigo templo de São Tiago, destruído pelo terramoto de 1748: entre esses tesouros, um cofre namban japonês, prova de que a ilha estava nas rotas do comércio mundial. Arquitetura barroca; no interior, uma pintura sobre madeira de Nossa Senhora do Socorro e, na sacristia, uma predela dos Apóstolos. Os restaurantes da rua prolongam a visita.
- Barroco
- Rua de Santa Maria
- Herança do templo de São Tiago (1748)
- Cofre namban japonês
- 🏛️ Cultura
Igreja do Carmo
Construída na segunda metade do século XVII por Pedro Gonçalves Brandão, junto à Rua Fernão de Ornelas, uma das ruas mais movimentadas da capital. Nave única, capela-mor e torre sineira; fachada rococó do século XVIII em cantaria regional cinzenta. Na capela-mor, um retábulo maneirista em talha dourada com trono e tela do padroeiro, obra do entalhador madeirense Manuel Pereira; azulejos do século XVIII com Nossa Senhora do Carmo. Aberta todos os dias, com missas regulares — uma oportunidade para assistir a uma missa madeirense.
- Segunda metade do século XVII
- Fachada rococó
- Retábulo maneirista dourado
- Rua Fernão de Ornelas
- 🏛️ Cultura
Capela do Corpo Santo
Um dos templos mais antigos da ilha, no coração da Zona Velha: erguido em finais do século XV pelos pescadores do Funchal em honra de São Pedro Gonçalves Telmo, padroeiro dos pescadores e marinheiros, serviu muito tempo de sede à sua confraria de entreajuda em caso de naufrágio ou doença. Também chamada capela do Espírito Santo, guarda um portal de arquivolta em ogiva do século XV; o interior, remodelado nos séculos XVI e XVII, mostra uma tábua pintada com o santo a abençoar uma caravela manuelina — provavelmente uma das mais antigas imagens de navio da Madeira. A Rua de Santa Maria e os seus restaurantes ficam ao lado.
- Finais do século XV
- Capela dos pescadores
- Uma das mais antigas representações de navio
- Zona Velha
- 🏛️ Cultura
Holy Trinity Church (Igreja Inglesa)
A igreja inglesa do Funchal, construída no início do século XIX por Henry Veitch, cônsul britânico escocês que pesou na harmonia política e social da ilha em tempos de conflitos, para uma comunidade britânica então muito presente. Planta central quadrada com fachada em galilé, estilo neoclássico, órgão de tubos junto ao evangelho. Os ofícios celebram-se em inglês — uma singularidade na Região — e o jardim em redor merece a pausa.
- Cônsul Henry Veitch, século XIX
- Neoclássica
- Missa em inglês
- Jardim
- 🏛️ Cultura
Praça do Povo
A grande esplanada da frente de mar, inaugurada em 2014: de um lado o Atlântico, do outro a cidade a subir para a serra. Amplas zonas de lazer e desporto para caminhar, correr, pedalar ou patinar, bancos para olhar a baía, tapetes de plantas e flores ao longo do percurso. Pela dimensão e centralidade, é o palco dos grandes eventos ao ar livre — concertos, exposições, feiras —, sobretudo no verão.
- Inaugurada em 2014
- Frente de mar
- Corrida, bicicleta, patins
- Concertos de verão
- 🏛️ Cultura
Avenida Arriaga
A artéria mais viva do centro, do Largo da Sé à Rotunda do Infante: iniciada em 1914, pavimentada em calçada portuguesa, ladeada de grandes árvores e de cafés emblemáticos. Ao longo dela, a estátua de João Gonçalves Zarco, um dos descobridores, a Sé do século XV, o Teatro Municipal Baltazar Dias, o Jardim Municipal, as adegas de vinho Madeira e o comércio tradicional — o ponto de partida natural de qualquer passeio pela capital.
- Iniciada em 1914
- Calçada portuguesa
- Estátua de Zarco
- Cafés e teatro
- 🏛️ Cultura
Museu de Arte Sacra do Funchal
No antigo Paço Episcopal, fundado em 1594 por D. Luís Figueiredo de Lemos, um dos museus mais antigos da capital expõe arte do século XV ao XIX: pintura, escultura, ourivesaria e paramentos bordados a ouro, em dois grandes núcleos, arte portuguesa e arte flamenga — com telas flamengas de dimensão rara nos museus europeus, compradas no tempo do açúcar. Entre as peças maiores: a cruz processional de Água de Pena (século XV), uma salva e um cálice de Antuérpia do século XVI e a cruz oferecida pelo rei D. Manuel I à Sé. Na varanda, um painel de azulejos do século XVIII sobre a Fé, a Esperança e a Caridade. Visitas guiadas possíveis
- Antigo Paço Episcopal (1594)
- Pintura flamenga
- Ourivesaria séc. XV–XVI
- Rua do Bispo
- 🏛️ Cultura
Museu Quinta das Cruzes
Aberto ao público desde 1953 na Calçada do Pico, na quinta que foi a segunda residência da família de João Gonçalves Zarco, descobridor da Madeira. Artes decorativas em abundância: mobiliário português do século XVII em madeiras exóticas do Brasil e mobiliário inglês Chippendale, Hepplewhite e Sheraton; porcelanas europeias (Meissen, Bristol, Vista Alegre) e orientais da dinastia Qing; peças luso-orientais dos séculos XVI–XVIII; escultura, incluindo figuras de presépio em terracota; ourivesaria e cerâmica. O jardim em redor, com o seu parque arqueológico, está ele próprio entre os jardins da cidade.
- Aberto desde 1953
- Residência da família Zarco
- Mobiliário inglês e português
- Jardim e parque arqueológico
- 🏛️ Cultura
Casa-Museu Frederico de Freitas
A grande casa avermelhada da Calçada de Santa Clara, dita Casa da Calçada, antiga residência dos Condes da Calçada, passou a ser propriedade de Frederico de Freitas (1894–1978), advogado, notário e colecionador madeirense, que legou em 1978 a sua vasta coleção à Região; o museu foi concluído em 1999. Escultura, pintura, gravura, mobiliário, cerâmica, cristais e estanhos dos séculos XVII–XIX, com predomínio dos temas religiosos; as gravuras sobre a cultura regional são uma fonte iconográfica maior sobre a Madeira dos séculos XVIII e XIX.
- Casa da Calçada
- Legado de 1978
- Gravuras séc. XVIII–XIX
- Calçada de Santa Clara
- 🏛️ Cultura
Museu CR7
O museu que Cristiano Ronaldo quis na sua cidade natal, aberto a 15 de dezembro de 2013 na Praça do Mar: 400 m² que percorrem o seu trajeto do Andorinha e do Nacional (Madeira) ao Sporting, ao Manchester United, ao Real Madrid e à Juventus, com mais de uma centena de troféus individuais e coletivos — incluindo as quatro Botas de Ouro (2007/08, 2010/11, 2013/14, 2014/15) e as cinco Bolas de Ouro (2008, 2013, 2014, 2016, 2017) —, fotografias, vídeos, conteúdos interativos e uma estátua de cera.
- Aberto a 15 de dezembro de 2013
- 400 m²
- 5 Bolas de Ouro, 4 Botas de Ouro
- Estátua de cera
- 🏛️ Cultura
Museu de Eletricidade – Casa da Luz
A «Casa da Luz», instalada na antiga central elétrica do Funchal, inaugurada em 1897 pela Madeira Electric Lighting Company, primeira concessionária da ilha, e desativada em 1989 após a criação dos Serviços Municipais de Eletricidade em 1949. Máquinas e aparelhos antigos raros e três percursos: «Luzes do Funchal» (as sucessivas iluminações da cidade), «Um Século de Eletricidade» (a eletrificação do arquipélago) e «Fontes de Energia», virado para as renováveis. Recursos interativos, sala de exposições temporárias, centro de documentação e auditório.
- Central de 1897
- Desativada em 1989
- Interativo
- Energias renováveis
- 🏛️ Cultura
Adegas de São Francisco – museu do vinho Madeira (Blandy's Wine Lodge)
O lugar onde se conta a história secular do vinho Madeira, na Avenida Arriaga: um conjunto de arquitetura civil barroca que abriga as adegas mais antigas da ilha, dos séculos XVII e XVIII, junto ao sítio do antigo Convento de São Francisco, demolido no século XIX. Em 1913 nasceu aqui a Madeira Wine Association, hoje Madeira Wine Company, que federou várias casas. O museu segue a viagem do vinho, da vinha à transformação, e explica as castas Sercial, Malvasia, Verdelho e Boal; visitam-se as salas de envelhecimento e as salas de prova. Incluído aqui como património; a tarifa da visita não foi recolhida.
- As adegas mais antigas da Madeira
- Séculos XVII–XVIII
- Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia
- Avenida Arriaga
- 🏛️ Cultura
Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente's
O estúdio de fotografia mais antigo do país, na Rua da Carreira, adquirido em 1865 por Vicente Gomes da Silva (1827–1906) e ativo até aos anos 1970; o Governo Regional comprou todo o espólio em 1979 e abriu o museu em 1982 no estúdio restaurado. Cenários, máquinas, mobiliário especializado, molduras com fotografias originais, manuais de técnica e, sobretudo, um arquivo de três a quatro milhões de imagens desde a década de 1850 — a memória visual da ilha —, mais uma secção de cinema.
- O estúdio fotográfico mais antigo de Portugal (1865)
- Arquivo de 3 a 4 milhões de imagens
- Rua da Carreira
- Museu desde 1982
- 🏛️ Cultura
Museu de História Natural do Funchal
O museu mais antigo do arquipélago ainda em funcionamento, aberto a 5 de outubro de 1933 no Palácio de São Pedro, Rua da Mouraria, um dos grandes exemplos da arquitetura civil portuguesa de meados do século XVIII. As coleções de estudo ultrapassam 50 000 registos para mais de 200 000 espécies: peixes, aves, mamíferos terrestres e marinhos, répteis marinhos, insetos, invertebrados, plantas, rochas e minerais do arquipélago e fósseis marinhos do Porto Santo — a porta de entrada para compreender a biodiversidade da ilha antes de partir para os trilhos. Gerido pela Câmara Municipal do Funchal
- Museu mais antigo em funcionamento (1933)
- Palácio de São Pedro
- 50 000 registos
- Fósseis do Porto Santo
- 🏛️ Cultura
Museu do Bordado e do Artesanato (IVBAM)
O museu do bordado da Madeira, ligado ao Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, conserva peças com mais de 150 anos: bordados produzidos entre as décadas de 1860 e 1930, apresentados numa atmosfera romântica recriada dos séculos XVIII e XIX, com mobiliário vitoriano, manequins e uma alcova reconstituída. Um mergulho na arte que deu fama à ilha.(tel. +351 291 211 600).
- Temporariamente encerrado
- Bordados 1860–1930
- Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato
- Rua Visconde de Anadia
- 🏛️ Cultura
Museu Henrique e Francisco Franco
Homenagem a dois irmãos nascidos na Madeira, protagonistas do modernismo português: Francisco Franco, um dos escultores mais destacados dos anos 1920, muito solicitado para a estatuária oficial do Estado Novo, e Henrique Franco, pintor premiado que participou na igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa, obra emblemática do movimento. Aberto em 1987 nas instalações do antigo Auxílio Materno-Infantil, o museu reúne óleos, desenhos, gravuras, pequenos frescos e esculturas, da juventude à maturidade. Gerido pela Câmara Municipal do Funchal
- Aberto em 1987
- Modernismo português
- Escultura e pintura
- Rua João de Deus
- 🏛️ Cultura
Universo de Memórias João Carlos Abreu (Centro Cívico de Santa Clara)
Entre o Convento de Santa Clara e o Museu Quinta das Cruzes, uma casa de finais do século XIX na Calçada do Pico alberga o «Universo de Memórias»: tudo o que João Carlos Nunes Abreu — jornalista, escritor, gestor, diretor de hotel e Secretário Regional do Turismo e Cultura — doou à Região. Um conjunto muito diverso de objetos trazidos de todo o mundo, artes decorativas à cabeça, e iniciativas culturais e pedagógicas.
- Casa de finais do século XIX
- Artes decorativas de todo o mundo
- Calçada do Pico
- 🏛️ Cultura
Madeira Story Centre
Catorze milhões de anos resumidos numa visita interativa de hora e meia, na Rua Dom Carlos I, junto à estação do teleférico: objetos históricos autênticos e multimédia, em oito capítulos — origens vulcânicas, lendas do descobrimento, descoberta da Madeira, tumultos e comércio, ilha estratégica, desenvolvimento, depois da navegação, explorar a Madeira. Dos piratas às tradições seculares, para todas as idades, com um terraço panorâmico sobre o centro.
- 14 milhões de anos em 1h30
- Interativo, famílias
- Terraço panorâmico
- Junto ao teleférico
- 🏛️ Cultura
Núcleo Museológico A Cidade do Açúcar
Na Praça de Colombo, o museu inaugurado em 1996 faz reviver a idade de ouro do açúcar na Madeira, na memória da casa manuelina de João Esmeraldo — onde Cristóvão Colombo se hospedou. Esculturas e pinturas flamengas compradas com o dinheiro do açúcar, formas de açúcar, prataria e objetos exumados da casa Esmeraldo recriam a vida social dos séculos XV e XVI, quando o «ouro branco» fez a fortuna da ilha. Direção Regional da Cultura
- Ciclo do açúcar séc. XV–XVI
- Casa de João Esmeraldo
- Estadia de Cristóvão Colombo
- Praça de Colombo
- 🏛️ Cultura
Capela de Santa Catarina
A capela mais antiga do Funchal, com perto de seis séculos, no meio do Parque de Santa Catarina e dos seus 36 000 m². A sua construção foi mandada fazer por Constança Rodrigues de Almeida, mulher do primeiro capitão do donatário do Funchal, João Gonçalves Zarco. A arquitetura segue a tradição regional do século XVII: portal maneirista e alpendre com colunas de cantaria vermelha; a pia de água benta é do início do século XVI. Diante da entrada, uma escultura homenageia o Infante D. Henrique; mais acima no jardim ergue-se O Semeador, do escultor madeirense Francisco Franco.
- Funchal
- Século XV
- Parque de Santa Catarina
- 🏛️ Cultura
Capela de Nossa Senhora da Ajuda
Construída na primeira metade do século XVI e ainda nas mãos da família que a fundou, os Fávila. Corsários franceses invadiram-na e saquearam-na poucas décadas depois: nada resta da decoração original, substituída no século XVIII pelo conjunto que hoje se vê. A arquitetura manteve o seu desenho. Quase quinhentos anos depois, a capela continua a ser ponto de encontro semanal.
- Funchal
- Século XVI
- Família Fávila
- 🏛️ Cultura
Capela da Penha de França
Uma capela do século XVII construída por António Dantas, à beira da baía do Funchal. É um dos poucos espaços de culto da ilha onde se celebra missa em inglês, ao domingo às 10 h. O escritor português António Feliciano de Castilho viveu na casa que lhe estava anexa. Sucessivas restaurações mantiveram o essencial do edifício e da sua decoração interior.
- Funchal
- Século XVII
- Missa em inglês
- 🏛️ Cultura
Igreja de Nossa Senhora da Nazaré
Um dos templos mais recentes da ilha, consagrado em 2002 na Avenida Colégio Militar, na freguesia de São Martinho. Passou a ser o centro paroquial da Nazaré, papel que a Capela da Nazaré detinha desde 1960. O arquiteto José Rafael Botelho desenhou um edifício moderno cuja torre sobe cerca de 40 m. No interior, a pia batismal, o sacrário e o altar são talhados em mármore verde.
- Funchal
- São Martinho
- 2002
- 🏛️ Cultura
Igreja de São Martinho
Construída na primeira metade do século XIX por Afonso Anes, junto à antiga capela de São Martinho. No interior prendem a atenção o altar dourado e os frescos que contam a vida do santo padroeiro, bem como as pinturas de teto de Afonso Costa. Todos os anos, na primeira quinzena de novembro, a igreja acolhe a festa de São Martinho, uma das mais concorridas da ilha; o centro cívico da paróquia serve também de sala cultural.
- Funchal
- Século XIX
- Festa de São Martinho
- 🏛️ Cultura
Núcleo Histórico de Santo Amaro – Torre do Capitão
O mais antigo vestígio de arquitetura civil do arquipélago, no Caminho de Santo Amaro, na freguesia de Santo António. Quatro edifícios compõem o conjunto: a Torre do Capitão, erguida em meados do século XV por Garcia Homem de Sousa, genro de João Gonçalves Zarco, ainda de traço medieval; a Capela de Santo Amaro, também do século XV, que guarda um vitral de Pedro Calapez e um altar do escultor Rui Sanches; a Casa dos Romeiros, que acolhia os romeiros da devoção a Santo Amaro e hoje serve de receção e loja; e um edifício recente para exposições temporárias.
- Funchal
- Santo António
- Século XV
- 🏛️ Cultura
Santuário de Nossa Senhora da Paz
No Terreiro da Luta, na freguesia do Monte: o maior monumento da ilha, nascido de uma promessa. Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, submarinos alemães bombardearam o Funchal por duas vezes; os madeirenses prometeram erguer uma estátua a Nossa Senhora do Monte se a paz voltasse. Dez anos depois, o santuário foi inaugurado a 14 de agosto, dia de Nossa Senhora do Monte, com projeto do arquiteto Emanuel Ribeiro e uma estátua de mármore de cinco metros. Na base corre um rosário feito com as correntes dos navios afundados nos ataques.
- Monte
- Terreiro da Luta
- Voto de 1917
- 🏛️ Cultura
MAMMA – Museu de Arte Moderna da Madeira
Na Estrada Monumental, 800 m² abertos em 2021 pelo pintor Rui Sá, fundador e curador, para mostrar mais de quinze anos de criação — cerca de 300 obras, sobretudo pintura — em catorze espaços temáticos em torno dos quatro elementos, fogo, água, ar e terra, aos quais acrescenta o espírito. O espaço acolhe também concertos de todos os estilos, desfiles e oficinas.
- Aberto em 2021
- 800 m², 14 espaços
- Concertos e oficinas
- Estrada Monumental
🏘️Sítios e aldeias1
🏘️Sítios e aldeias1▼
- 📍 Sítio
Zona Velha (Rua de Santa Maria)
O primeiro núcleo de povoamento do Funchal, hoje o seu bairro mais vivo: ruas estreitas calcetadas, fachadas antigas e, desde o projeto «Portas Pintadas», portas e fachadas entregues aos artistas que fizeram da Rua de Santa Maria — uma das ruas mais antigas da cidade — uma galeria a céu aberto. No coração do bairro, a capela do Corpo Santo, um dos raros edifícios do século XV ainda de pé; subindo a rua, casas de tradição como a Fábrica de Chapéus e a Fábrica de Botas de Vilão, depois a igreja barroca do Socorro e um pequeno miradouro. De dia pelo património, de noite pela animação.
- Primeiro núcleo da cidade
- Portas Pintadas
- Ruas calcetadas
- Dia e noite
📍As freguesias10
📍As freguesias10▼
- Imaculado Coração de Maria👥 5627
- Monte👥 5794
- Santa Luzia👥 5490
- Santa Maria Maior👥 11 768
- Santo António👥 25 940
- São Gonçalo👥 5806
- São Martinho👥 26 929
- São Pedro👥 7204
- São Roque👥 8349
- Sé👥 2875
🥾Trilhos PR3
- PR 3Vereda do BurroAberto6,7 km
- PR 3.1Caminho Real do MonteAberto5,5 km
- PR 4Levada do BarreiroParcialmente encerrado6,7 km
🧭Prático7▼
O serviço mais próximo de cada tipo, a partir de Sé Catedral do Funchal, em linha reta.
- 💊FarmáciaAvenida40 mComo chegar
- 🏥Centro de saúdeClínica Otorrino da Madeira50 mComo chegar
- ⛽CombustívelBP980 mComo chegar
- 🛒SupermercadoContinente Modelo270 m · +351 291 104 200Como chegar
- 📮CorreiosCTT160 mComo chegar
- 🅿️EstacionamentoEstacionamento do Anadia350 mComo chegar
- 🚏Terminal rodoviárioS.A.M.720 mComo chegar